Em poucos casos ele consegue ser compreensivo e como um pai
pouco afetuoso, porém protetor, ele sabe envolver a dor e cicatriza-la com
cautela, como deve ser, porém não é de sua natureza deixar tudo como está, sem
nenhum arranhão, todos sabemos que depois de alguns momentos bons, decepções e
a visita do tempo... Ah, sabe como é, os anos passam e vão ferindo o que há de
mais bonito nas almas inocentes. Não adianta odiá-lo por suas crises de humor e
as conseqüências que ele te presenteia, pode ter certeza que ele também não tem nenhum
tipo de afeição por ti ou por quem quer que seja. Ele é só o tempo, e ele sempre passa, porém nunca volta. É só um trabalhador incansável que já curou e já feriu, é
só o tempo como deve ser, às vezes apressado como se estivesse perdendo tempo,
às vezes lentamente como se tivesse tempo pra tudo, e ele tem, quem não tem
tempo pra nada somos nós, que vivemos de ponteiros, o que não sabemos é que o
tempo nada mais é do que uma alma arrogante que se instala nos corações mais
desesperados, tempo nada mais é do que um sujeito impertinente caçando seres de
corações inconsequentes.
Caro passageiro, queira se sentar e desta vez permanecer na minha vida. O destino dessa viagem vai ser sempre imprevisível.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Sujeito impertinente
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